quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Gestão de prioridades e o papel da urgência

As empresas têm como objectivo final o lucro. Podem vir com N definições bonitinhas e técnicas, mas esta é a pura das realidades. (Isto claro, falando em termos empresariais, e daqui excluindo tudo o que não envolva dinheiro). 

Quando procuramos emprego, começamos por procurar dentro da área de formação e/ou experiências anteriores. Algo que nos permita desenvolver conhecimentos já adquiridos e explorá-los, permitindo que a cada dia sejamos mais competentes. Para mim, é importante perceber com que tipo de empresa me estou a relacionar. É conhecida? Tem página na internet? Está bem estruturada? As instalações são apresentáveis? Tem muitos/poucos colaboradores? Aparenta ser solvente? As chefias são acessíveis? Os colaboradores estão apresentáveis e com um sorriso? 

Depois da entrevista, e admitindo que somos contratados, e ultrapassados os primeiros dias que são de ambientação, conhecendo os objectivos propostos para o cargo a exercer, arregaçamos as mangas e pomos mãos ao trabalho. Inicialmente cheios de garra, uma vez que a motivação está ao rubro. É tudo novo! 

Começamos como um bebé, primeiro só se senta, depois começa a gatinhar e depois a andar (Ok, existem os que passam do sentar para o andar, esses, são os precoces, os senhores que terão muito sucesso, os mais despachados. Ou não!) . Adiante. 

Inicialmente, e para não nos sentirmos amedrontados, os chefes falam com educação e respeito, estamos na fase do reconhecimento. Nós para com eles e eles para connosco. Por isso, se nos chamam à atenção fazem-no de forma educativa e construtiva. 

Começamos a andar, e ainda que possa existir alguma orientação, já não precisamos que nos segurem. Mesmo assim, existirão momentos em que iremos cambalear. Por N motivos, sejam eles de índole pessoal ou profissional, ou outra, necessitaremos que nos digam que, se calhar, temos de rever as nossas prioridades. E como se faz isso? Ainda que sejamos conhecedores dos objectivos, existem factores que poderão nublar a nossa capacidade de definição de prioridades. Por exemplo, a organização em excesso ou por defeito. Se somos demasiado organizados, estamos a perder tempo, segundo uns, ou a ganhá-lo segundo outros. Se somos pouco organizados, perdemos tempo segundo uns ou ganhamos segundo outros. Enfim. Parece confuso. E é confuso.

Eu defendo que a organização nunca é demais. Se preciso de algo, sei onde está. Logo, estou a ganhar o tempo que perdi no momento da organização. Se preciso de alterar alguma prioridade que me pareceu urgente num dado momento, não terei dificuldade em adaptar-me, pois o espírito organizativo começa na nossa cabeça, assim, facilmente nos adaptaremos à nova tarefa, pois fechámos uma gaveta e abrimos outra (simbolicamente falando!).

Basicamente, a definição de prioridade vem sempre aliada à urgência. E nunca podemos tomar a definição de prioridades como dependendo de um único indivíduo num determinado momento. O indivíduo não estará só e/ou não tomará determinada decisão pensando única e exclusivamente em si. As condicionantes nunca são as mesmas, elas variarão consoantes os indivíduos e qualquer factor que possamos não ter ponderado ou que, tendo-o ponderado, poderá ter tomado outras proporções.

Por isso, a comunicação acaba por ser a base de uma definição de prioridades que respeite determinada urgência.

E isto não se aplica apenas à nossa vida profissional senão também à pessoal!









Sem comentários:

Enviar um comentário

A sua opinião conta!