terça-feira, 5 de junho de 2012

Motivação! #1


(via internet)
Este post pretende ser uma abordagem à nossa postura profissional, e como melhorá-la para conseguirmos alguma satisfação pessoal que não implique promoção de cargo, ou aumento de vencimento. Mesmo assim, admito que é um pouco superficial e um tema a explorar no futuro, quiçá com exemplos reais. Adianto que no próximo post falaremos da motivação enquanto em regime de tele trabalho.
Este é um tema muito sensível! Nestas duas últimas semanas, andei pela casa a pensar em como abordá-lo. Ui, isto tem pano para mangas! Começando pelo princípio, sempre que iniciamos funções numa empresa diferente, tudo é novo, como por exemplo: a localização; o espaço físico; os companheiros de trabalho, o que inclui todos os quadros, independentemente do cargo; a missão da empresa e a sua filosofia; os meios colocados à disposição o que significa habituar a nossa postura corporal à nova cadeira e a adaptação à nova secretária (o que fica do lado direito, e o que fica do lado esquerdo); tudo, salvo algumas excepções, obviamente. De início, ninguém se atreve a comentar as coisas menos boas (vulgos podres) até ganharem confiança connosco. No final do dia, saímos confiantes da nossa escolha, principalmente depois de a chefia passar metade do dia a elogiar o nosso empenho e dedicação. Se temos boas ideias, lá vêem as palmadinhas nas costas. Os nossos olhinhos até brilham e as bochechinhas incham de tanto protagonismo.
Entretanto, lá aparece um com dor de cotovelo que se encarrega de minar a nossa confiança. E pronto, está tudo estragado, passamos de bons a medíocres e de medíocres a elementos a dispensar, isto claro, nos casos mais graves. Se no início não precisávamos de nada que nos motivasse e até dispensávamos o reconhecimento, passamos a precisar deste como de pão para a boca para entendermos o trabalho para além de uma coisa indispensável à nossa sobrevivência até arrecadarmos o euro milhões!
Depois das palavras, vem a necessidade constante de provarmos a todos, e à nossa pessoa em particular, que fomos feitos para aquilo e que aquilo sem nós não era nada. Identificamo-nos e juntamo-nos a algum dos grupinhos já existentes onde as fofocas são o prato do dia.
E, neste momento, já começamos a expor por tudo e por nada que existem coisas com as que não concordamos explicitando que sentimos falta de apoio e de reconhecimento do nosso esforço e mérito.
Se existe algo que aprendi nestes 15 anos de vida activa, é que temos de nos auto-motivar. Detesto o patrãozinho a dar as palmadinhas nas costas. Detesto o patrãozinho sempre a dizer que fiz algo muito bem. Sei avaliar se o que fiz está ou não bem feito. Sou adulta o suficiente para sair do trabalho com a consciência de que trabalhei bem, ou não, e se no dia a seguir tenho de compensar ou não. Não estou na pré primária onde preciso que a educadora bata palminhas de cada vez que dou um passinho ou consigo desenhar a minha mão.
Isto para comentar que se não estamos bem, mudar de emprego não tem de ser a primeira opção! Lembrem-se de tudo o que fizeram de muito bom e, lembrem-se de que nunca existiu, nem existirá o empregado perfeito. Assim como também não existe o patrão perfeito. Assim como não existe o emprego perfeito.

Resumindo: O todo não é perfeito! Não exponha negativamente as falhas dos outros e limite-se a identificar e corrigir as suas. Trabalhe em equipa e sorria. Esta atitude irá premiá-lo.

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